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		<title>Sul da China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Interpoint]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 13:58:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os encantos do sul da China]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na China vivem 1,3 bilhão de chineses, certo? Em parte. Essa imensa população partilha a mesma nacionalidade – porém, no passado, os atuais “chineses” eram divididos em 55 grupos étnicos, além da maioria dominante, chamada de “Han”.</p>
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<p>Essa pequena introdução pode gerar esquentadas discussões políticas. Mas, aqui, o objetivo é o de apresentar uma variedade de culturas que, por si só, já valem uma visita ao local em que muitos desses grupos vivem. Trata-se do Sudoeste da China, mais especificamente as províncias de Yunnan e Guangxi, a que muitos chineses aludem como as mais belas do país. Isso porque, além da riqueza humana, a região é base para paisagens daquelas que nos fazem esfregar os olhos para ver se enxergamos de verdade – é o caso das montanhas congeladas próximas à pequenina e tradicional cidade de Lijiang e a mais-chinesa-impossível paisagem entrecortada por rios e montanhas, próxima à pitoresca Guilin.</p>
<p>Assim como no Brasil, a diferença entre o interior chinês e as metrópoles é evidente. Enquanto cidades como Beijing e Xangai contam com redes de lojas e restaurantes internacionais, transporte público eficiente e fácil acesso a produtos ocidentais, as regiões mais distantes têm seu charme justamente por serem um exemplo vivo do país que a China está deixando de ser. É lá que se podem encontrar vendedores de rua com cestas nos ombros, apresentações de músicas em praça pública feitas pelos locais e roupas folclóricas usadas no cotidiano – coisas que em breve só farão parte da memória.</p>
<p>Acompanhe uma sugestão de roteiro com os principais pontos turísticos dessas províncias. Mas, antes de começar, que esteja bem claro: sobretudo para viajantes com pouco dinheiro, aventurar-se no interior da China sem falar mandarim ou cantonês requer um gingado extra. Mesmo nas capitais, poucos falam línguas estrangeiras e a regra para conseguir qualquer coisa costuma ser a do “jeitinho chinês”, bem semelhante ao nosso. O segredo é encarar tudo com bom humor e seguir algumas dicas.</p>
<p>O primeiro ponto da viagem é um dos pontos turísticos mais populares do país. A grande atração é a paisagem de inúmeras montanhas entrecortadas pelo pequeno Rio Li (Li Jiang), uma das imagens mais relembradas do país. A pequena Guilin é toda rodeada por esse cenário, que está presente até no centro da cidade. Não deixe de dar uma volta na praça principal, rodeada de lojas de departamentos e hotéis, e com dois belos pagodes cravados na paisagem urbana. Ali por perto fica o Parque das Sete Estrelas (Qixing Gong Yuan), com a gigantesca Caverna das Sete Estrelas (Qixing Yan) e a Caverna do Dragão Negro (Longyin Dong), com inscrições em suas paredes que datam de 1500 anos atrás. Próximo ao centro também fica a Colina da Tromba do Elefante, que lembra o paquiderme com seu enorme nariz incidindo sobre o Rio Li.</p>
<p>Partindo de Guilin saem os navios que cruzam o Rio Li em direção à minúscula Yangshuo, repletas de lembrancinhas para turistas, pousadas simpáticas e tours de bicicleta para quem quiser visitar os belos arredores da cidade.</p>
<p>Na província de Guangxi, está a maior concentração no país da etnia Zhuang, com 18 milhões de pessoas, a segunda maior depois dos Han. Fisicamente idênticos à maioria, os Zhuang ainda guardam fortes ligações com os antepassados, por meio de cultura e rituais próprios e uma língua que se assemelha ao tailandês.</p>
<p>O clima de Kunming, capital de Yunnan localizada a 1890 metros de altitude, é dito o mais agradável da China. Não é quente no verão, não é frio no inverno. Com quatro milhões de habitantes, trata-se de uma metrópole com cara de interior – os edifícios cresceram em direção aos céus, mas não destruíram a atmosfera relaxada perceptível mesmo nos cantos mais movimentados.</p>
<p>Casa da minoria Hui, que é etnicamente igual à Han, mas distingue-se por ser muçulmana, Kunming abriga algumas mesquitas, como a Nancheng, no número 51 da Avenida Zhengyi. É nesta região que estão a maior parte dos Hui, que também podem ser vistos na cidade de Dali, ao norte.</p>
<p>Não perca o Parque do Lago Verde (Cuihui Gong Yuan), próximo à Universidade de Yunnan, onde os mais jovens e os mais velhos se reúnem com seus respectivos grupos para passar o dia. Muitas performances musicais acontecem todos os dias, com o único objetivo de entreter o público local. Se tiver tempo, visite também a floresta de pedra (Shilin), a 90 km da cidade</p>
<p>Repleta de membros da etnia Naxi, que somam pouco menos de 200 mil atualmente, Lijiang é o local perfeito para gastar até uma semana sem maiores preocupações. A parte antiga da cidade, reconstruída após o terremoto de 1996, tem tanto charme que foi eleita Patrimônio da Humanidade pela Unesco. É nessa parte que está o melhor lugar para comer, dormir e fazer compras – a maior parte das lojinhas é mantida pelos Naxi, que apresentam mostras da tecelagem e culinária tradicionais.</p>
<p>Para conhecer mais sobre essa etnia, que descende da tribo tibetana Qiang, vale uma visita ao Parque do Lago do Dragão Negro (Heilongtan Gongyuan), a cerca de 15 minutos de caminhada ao norte do centro velho. Além do famoso lago com sua estimulante vista, localiza-se aí o Instituto de Cultura Dongba, que conta um pouco da história dos Naxi. Um dos guias fala inglês e, com sorte, também dá para assistir a uma apresentação da caligrafia tradicional por um dos anciãos – são eles que recebem o nome de Dongba e dão nome ao local.</p>
<p>As agências de turismo locais organizam excursões de até uma semana para as atrações ao redor de Lijiang, que incluem o Pico de Jade, a Montanha de Neve e a Garganta do Salto do Tigre.</p>
<p>Para chegar ao Sudoeste da China, uma das opções é desembarcar em Hong Kong. De lá, vale uma visita de um a dois dias a Macau, uma das chamadas “Regiões Administrativas Especiais” (SAR, na sigla em inglês) da China.</p>
<p>Colônia portuguesa do século 16 até 1999, quando voltou ao domínio chinês, Macau é, no mínimo, curiosa. Especialmente para os brasileiros, que podem aliviar-se das dificuldades com a língua nas inúmeras placas em português – todos os nomes de ruas e locais estão no nosso idioma (ainda que, infelizmente, a maioria só fale cantonês). Estilo arquitetônico bem familiar, pastéis de Belém (Egg Tarts, em inglês) e muitos restaurantes de culinária portuguesa são alguns dos resquícios deixados por séculos de controle lusitano.</p>
<p>Ao caminhar pelo centro, dê um pulo nas Ruínas da Igreja de São Paulo (Rua de São Paulo), que tem uma história curiosa: foi desenhada por um jesuíta italiano e construída em 1602 por cristãos japoneses fugitivos de perseguição religiosa em seu país de origem. Em 1835, um incêndio destruiu tudo, deixando apenas o que resta hoje.</p>
<p>Completam o passeio os exuberantes cassinos, que ocupam edifícios grandiosos de gosto questionável presentes por toda a Macau. Esse é o único lugar na China onde o jogo é liberado.</p>
<p>Fonte: Uol Viagem</p>
<p>Para mais informações: <a href="http://www.interpoint.com.br">www.interpoint.com.br</a></p>
<p>Veja também:</p>
<p><a href="https://blog.interpoint.com.br/los-angeles-praias-e-celebridades/">Los Angeles: praias e celebridades</a></p>
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