Buzinas, aromas e histórias

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em: 02/12/2011
Categoria(s): grandes destinos

O espetáculo da maior cidade do Vietnã, Ho Chi Minh (ou Saigon) são suas cores da vistosa paisagem tropical, sua trilha sonora é a das onipresentes buzinas de motocicletas e seu cheiro é o da deliciosa sopa pho bo (pronuncia-se fô-bô). E o interesse maior está nas ruas de uma metrópole marcada pelos resquícios do passado rural ainda recente para boa parte de seus habitantes.

Vietnam-Feirante

A vida em Ho Chi Minh começa bem cedo, com os primeiros vendedores circulando pelas ruas com seus famosos chapéus em formato de cone, e termina tarde, com os jovens locais namorando ao redor dos parques em cima de suas inseparáveis motocicletas. E não são só as paqueras que acontecem no lombo de duas rodas – homens, mulheres, animais, famílias inteiras andam a velocidades inferiores a 40 km numa cidade que dispensou as quatro rodas. Não há semáforos e as faixas de pedestres são enfeites. Atravessar a rua na capital econômica do Vietnã (a política é Hanói) é sempre uma aventura. Se tiver muitos problemas, a dica é: cole num local e ele vai conduzi-lo são e salvo ao outro lado.

Com boa parte dos pontos turísticos localizados em volta do centro, Ho Chi Minh não precisa de meios de transporte para ser visitada. Exceto pelo bairro Cholon, a China Town, que reúne alguns dos melhores templos da cidade. Para chegar lá, use um taxi ou um tuk-tuk, espécie de bicicleta não motorizada com espaço para um passageiro. Mas tome cuidado para não ser enganado: o ideal é escrever o preço no papel e conseguir o consentimento do motorista.

Costuma-se dizer que as guerras são contadas sempre do ponto de vista do vencedor. Essa máxima, no entanto, não vale para a Guerra do Vietnã. Embora tenha vencido a guerra, o país pouco disse ao mundo sobre o conflito que até hoje marca a fundo a população local. Com o incentivo do governo socialista, os vietnamitas falam com orgulho sobre a vitória e não medem palavras ao contar as atrocidades a que assistiram. Um exemplo é o Museu da Guerra, que relembra em fotos chocantes os terrores do passado. Em vez de prejudicar, o abandono das instalações complementa a experiência de ver de perto a verdade dos conflitos armados.

Bem diferente é o Palácio da Reunificação, construído em 1966 pelo Vietnã do Sul para servir de sede ao governo filiado aos Estados Unidos. Suntuoso na parte acima da terra, embaixo dela ganha ares de filme, com instalações para servir de fuga ao presidente em caso de bombardeiro do prédio. Mapas, telefones de emergência, máquinas de datilografar para envio de mensagens secretas – tudo foi mantido exatamente como era.

Fonte: UOL Viagem.

Para mais informações: www.interpoint.com.br.

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