Santiago do Chile: modo de usar

em

grandes destinos

Quando a névoa ao longe se dissipa, a Cordilheira dos Andes emoldura a capital

Santiago

O primeiro passo para curtir Santiago é esquecer comparações com Buenos Aires. Não se deve perder tempo procurando a arquitetura clássica da capital argentina, a sensualidade do tango, os preços indecentes de baratos.
Santiago é uma cidade com arquitetura prática, moldada por terremotos, e urbanismo avançado. O chileno é tímido e ordeiro, sem os arroubos extravagantes do argentino. A economia é tocada com responsabilidade há décadas e, por isso, a moeda não está subvalorizada. Santiago (o Chile!) não é um lugar que viva do seu passado – e é por isso que não se deve ignorar a parte moderna da cidade.
O que é que Santiago tem? Para o visitante, a primeira qualidade de Santiago tem a ver com logística. Santiago é a base perfeita para inúmeras viagens curtas, cada uma com um sabor diferente: a colorida cidade portuária de Valparaíso (praticamente a antítese da comportada capital), a elegante Viña del Mar (que está com a visita prejudicada até que os palacetes interditados depois do terremoto sejam reabertos), as vinícolas do Vale de Casablanca, as estações de montanha.
Com sorte, você vai pegar um dia em que lá pelo fim da manhã a névoa ao longe se disperse e de repente acenda as cordilheiras que circundam a cidade. Ver os Andes nevados como pano de fundo do skyline não tem preço.
Armado de boas informações, você come muitíssimo bem em Santiago. A qualidade dos ingredientes – frutos do mar, legumes e frutas, carnes também – é espetacular. E os preços, se não são risíveis como os argentinos, são muito razoáveis para quem se aventura por restaurantes da mesma categoria em São Paulo ou Rio.
E finalmente: quando você parar de procurar o antigo, o típico ou o extravagante, você vai se dar conta do que faz Santiago ser realmente incrível: a civilização. Como pode existir uma metrópole tão limpa, organizada, ordeira, em latitudes sul-americanas? Ver com os nossos próprios olhos que isso é possível já vale a viagem.
Entendendo a cidade. O layout da capital chilena é uma autêntica linha do tempo a explicar a evolução da cidade.
O Centro ainda conserva alguns prédios históricos e praticamente monopoliza as atrações turísticas. Continuando pela Alameda chega-se a Providencia, um bairro de passagem, residencial e comercial, que floresceu nos anos 60. Mais adiante, Las Condes e Vitacura revelam a nova Santiago, de avenidas amplas e prédios moderníssimos; esta é a região onde a elite mora, trabalha, faz compras e sai para se divertir. Continuando pelas avenidas expressas você sai da cidade em direção às estações de montanha.
Onde ficar? Se você quer se dedicar sobretudo aos pontos turísticos e aproveitar os focos boêmios mais democráticos, hospede-se na região central. O Crowne Plaza está um pouco envelhecido, mas continua um ótimo hotel e está muito próximo dos restaurantes do barrio Lastarria (crowneplaza.cl; desde US$ 130). O NH fica numa rua tranquila, a uma estação de metrô do barrio Bellavista; todos os apartamentos são suítes (nh-hoteles.pt; desde US$ 110). Para ficar bem na muvuca, nada mais conveniente que o básico Hotel del Patio, debruçado sobre os bares do Patio Bellavista (hoteldelpatio.cl; desde US$ 100).
Já para curtir a Santiago dos bacanas, a pedida é escolher um hotel na região de El Golf, o coração cosmopolita de Las Condes. Ali fica o hotel do momento, o W Santiago (whotels.com; desde US$ 260). Para economizar, opte pelo corretíssimo Holiday Inn Express, que está tinindo de novo e tem preços camaradas (holidayinnexpress.cl; desde US$ 110). A não ser que a sua viagem seja focada em compras em shoppings ou bate-voltas à montanha, evite hotéis muito longe deste miolo.
Na dúvida entre os dois extremos, fique em Providencia. Os campeões de aprovação do bairro são o Hotel Orly, de linhas clássicas (orlyhotel.com; desde US$ 120) e o moderno Eurotel (eurotel.cl; desde US$ 120). O Four Points by Sheraton é bastante confortável (starwoodhotels.com; desde US$ 130).
Onde sair? Para escolher o seu bar ou restaurante a pé, a rua mais charmosa é a José Victorino Lastarria, junto ao Centro. Por ali estão o peruano Tambo, o argentino Patagonia e o bar Victorino.
O lugar mais animado do centro, porém, é o barrio Bellavista. Evite a rua principal – a conturbada Pio Nono, cheia de bares com mesas de plástico na calçada – e passeie pela paralela, a Constitución, lotada de bares e restaurante bem frequentáveis. Procure o Azul Profundo e o Santería.
Em Providencia, não perca o clássico Liguria (o Bar Brahma de Santiago) e confira os dois restaurantes mais famosos da cidade: o Aqui está Coco e o Astrid y Gastón.
Os restaurantes da moda, porém, estão quase todos em Vitacura, ao longo da avenida Nueva Costanera – como o Boragó, o Puerto Fuy e a cebicheria La Mar – ou então no shopping de restaurantes Borde Río.
Valparaíso e montanha. A cidade portuária de Valparaíso é a antítese de Santiago; no fim de semana, vale o pernoite. Quem quiser subir à montanha apenas para ver neve e brincar, sem esquiar, vai aproveitar mais Farellones – que tem tobogã (tubing) e tirolesa (juegos aéreos) – do que Valle Nevado. que é indicado para quem quer realmente esquiar. Evite subir no sábado e no domingo, quando a montanha lota.

O primeiro passo para curtir Santiago é esquecer comparações com Buenos Aires. Não se deve perder tempo procurando a arquitetura clássica da capital argentina, a sensualidade do tango, os preços indecentes de baratos.

Santiago é uma cidade com arquitetura prática, moldada por terremotos, e urbanismo avançado. O chileno é tímido e ordeiro, sem os arroubos extravagantes do argentino. A economia é tocada com responsabilidade há décadas e, por isso, a moeda não está subvalorizada. Santiago (o Chile!) não é um lugar que viva do seu passado – e é por isso que não se deve ignorar a parte moderna da cidade.

O que é que Santiago tem? – Para o visitante, a primeira qualidade de Santiago tem a ver com logística. Santiago é a base perfeita para inúmeras viagens curtas, cada uma com um sabor diferente: a colorida cidade portuária de Valparaíso (praticamente a antítese da comportada capital), a elegante Viña del Mar (que está com a visita prejudicada até que os palacetes interditados depois do terremoto sejam reabertos), as vinícolas do Vale de Casablanca, as estações de montanha.

Com sorte, você vai pegar um dia em que lá pelo fim da manhã a névoa ao longe se disperse e de repente acenda as cordilheiras que circundam a cidade. Ver os Andes nevados como pano de fundo do skyline não tem preço.

Armado de boas informações, você come muitíssimo bem em Santiago. A qualidade dos ingredientes – frutos do mar, legumes e frutas, carnes também – é espetacular. E os preços, se não são risíveis como os argentinos, são muito razoáveis para quem se aventura por restaurantes da mesma categoria em São Paulo ou Rio.

E finalmente: quando você parar de procurar o antigo, o típico ou o extravagante, você vai se dar conta do que faz Santiago ser realmente incrível: a civilização. Como pode existir uma metrópole tão limpa, organizada, ordeira, em latitudes sul-americanas? Ver com os nossos próprios olhos que isso é possível já vale a viagem.

Entendendo a cidade – O layout da capital chilena é uma autêntica linha do tempo a explicar a evolução da cidade.

O Centro ainda conserva alguns prédios históricos e praticamente monopoliza as atrações turísticas. Continuando pela Alameda chega-se a Providencia, um bairro de passagem, residencial e comercial, que floresceu nos anos 60. Mais adiante, Las Condes e Vitacura revelam a nova Santiago, de avenidas amplas e prédios moderníssimos; esta é a região onde a elite mora, trabalha, faz compras e sai para se divertir. Continuando pelas avenidas expressas você sai da cidade em direção às estações de montanha.

Onde ficar?

 

 

 

Onde sair? – Para escolher o seu bar ou restaurante a pé, a rua mais charmosa é a José Victorino Lastarria, junto ao Centro. Por ali estão o peruano Tambo, o argentino Patagonia e o bar Victorino.

O lugar mais animado do centro, porém, é o barrio Bellavista. Evite a rua principal – a conturbada Pio Nono, cheia de bares com mesas de plástico na calçada – e passeie pela paralela, a Constitución, lotada de bares e restaurante bem frequentáveis. Procure o Azul Profundo e o Santería.

Em Providencia, não perca o clássico Liguria (o Bar Brahma de Santiago) e confira os dois restaurantes mais famosos da cidade: o Aqui está Coco e o Astrid y Gastón.

Os restaurantes da moda, porém, estão quase todos em Vitacura, ao longo da avenida Nueva Costanera – como o Boragó, o Puerto Fuy e a cebicheria La Mar – ou então no shopping de restaurantes Borde Río.

Valparaíso e montanha – A cidade portuária de Valparaíso é a antítese de Santiago; no fim de semana, vale o pernoite. Quem quiser subir à montanha apenas para ver neve e brincar, sem esquiar, vai aproveitar mais Farellones – que tem tobogã (tubing) e tirolesa (juegos aéreos) – do que Valle Nevado. que é indicado para quem quer realmente esquiar. Evite subir no sábado e no domingo, quando a montanha lota.

Adaptado de estadao.com.br

Para mais informações acesse o Link: http://interpoint.com.br/Destinos/Chile/Santiago

Tags :

chile, Santiago, Viña del Mar

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